terça-feira, julho 21, 2009

De Novo. De novo. Novo. De.

Nem sei quantas vezes eu me reiventei.
Quantas vezes morri e nasci de novo.
Sempre os mesmo erros
Do mesmo jeito
Igual.
É impressionante o dom que eu tenho para me sabotar
Você não acreditaria.
Eu sempre dou um jeito de tirar meu carro da estrada
De afundar minha canoa
De levar minha vaca para o brejo.
Não me pergunte porque
Eu não tenho a resposta.
Não aprendi ainda a lidar comigo
A lidar com minha solidão
Um dia quem sabe, não sei
talvez eu aprenda
Assim, de repente acorde numa noite quente e decida
Decida nunca mais me cortar.

Penso, sentado neste banheiro imundo, que um dia vai parar.
Será possível então estancar todo esse sangue que escorre dos meus braços pela minha pele branca.
Um dia vai cessar
A dor.

3 comentários:

André Mans disse...

gente
quanta dor
canta pra subir
:P

ps. amo seus versos.

Tônio disse...

tudo que é triste é lindo. poesia e literatura é isso mesmo. histórinhas com finais felizes, amor eterno, deixamos para o tio Disney. Abraço garoto, adoro-te.

ligya disse...

Ed vai lavar o banheiro então...